Parabéns a População de Nova Prata do Iguaçu

Historia de Nova Prata do Iguaçu

 

Em meados do século passado, exploradores se estabeleceram no Sudoeste do Paraná, vindos de outros estados, como Rio Grande Do Sul e Santa Catarina.
Os Primeiros moradores de Nova Prata chegaram por volta de 1950. Construíram suas casas em comunidades que antecederam a ocupação do município. Os colonizadores vinham das regiões fronteiriças e por picadas ás margens do rio Iguaçu. A maioria destes imigrantes era dos estados vizinhos ao nosso.
A nossa região era coberta de matas nativas, destacando – se a Peroba, Cana fístula, Angico, Louro, Canela, Marfim, Pinheiros, Cedro e Grápia. Algumas dessas madeiras foram destinadas a construções de casas e outros benfeitorias. Muitas foram aproveitadas para a exportação com fins lucrativos em centros maiores.
Outras árvores também foram deteriorando-se no solo, devido ao abandono dos carregadores, e muitas outras, como ás queimadas, quando surgiu a mecanização das lavouras.
A comercialização da madeira também foi uma contribuição para a fixação do homem em nossa região. Através do transporte e da retirada da madeira em instalações de serrarias.
A fixação do homem na região deu- se também é devido ao comércio de bovinos entre os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Utilizando – se o Sudoeste do Paraná como passagem estratégica para a leva do gado, descobriram aqui riquezas naturais que os encantaram fazendo – os fixar – se em nossa região.
Nova Prata do Iguaçu passa a ser Paróquia em Janeiro de 1968, com uma Igreja tendo como primeiro vigário o Rev. Padre Marcelino Risson. Para dar continuidade aos trabalhos religiosos, assume a Paróquia em 1970, o Rev. Padre David Esulpério Fontana, o qual permanece em nosso meio, protegendo e abençoando nossa comunidade.
Começou então a imigração que acontece até hoje.
Compondo o município de Francisco Beltrão, pela Lei 790/51 de 1951, quando desmembrou-se de Clevelândia, assumindo a comarca de outros municípios, como Salto do Lontra. Tivemos destaque, como distrito de Salto do Lontra, na Pecuária, agricultura e principalmente suínos.
A lei que criou o Distrito foi de número 145/63 em 22 de Abril de 1963.
Muitas miscigenações encontramos em nosso município, vindos dos estados ao Sul, principalmente, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Podemos notar também a presença de alguns nortistas, mas em número muito menor.
Uma das primeiras famílias a atravessar o rio Jaracatiá foi a do senhor Amogeu de Souza Machado e alguns companheiros, instalando – se na região que hoje pertence ao município. Entraram abrindo picadas pelas matas e instalaram – se em pequenos ranchos. Um dos lugares escolhidos para a colonização era denominado Floriza, hoje a comunidade de Santa Inês, onde muitas famílias fixaram sua residência.
Os desbravadores foram chegando e se instalando próximos aos que já habitavam o local, surgindo então a Linha São Jorge.
Aos poucos, outras picadas foram sendo abertas e grupos de colonos se instalaram na Barra do Vorá, Estrela do Iguaçu, Grápia, etc… Esses moradores aproveitaram o Rio Iguaçu como sua principal estrada, que os levava aos centros abastecedores.
Por outros caminhos, os imigrantes chegavam a Santa Luzia.
Com o Passar dos dias, alguns desbravadores estabeleceram – se na localidade onde hoje é a cede do município. Havendo a necessidade, surge no município um comércio, do Sr. Pedro Moreira, e uma pequena hospedaria do Sr. Otacílio Rodrigues. O Sr Boaventura Faust instalou um comércio de compra e venda de suínos, com isso dando incentivo á vinda de novos moradores.
Até a metade da década de 50, os caminhos eram abertos através de picadas, pelos próprios moradores. O transporte era feito por cargueiros e por carros de boi. As coisas essenciais eram obtidas de muito longe, gastavam – se vários dias. Não havia hospital, médico ou posto de medicamentos.
Existiam sim, as companhias que contratavam jagunços, para espantar os colonos e ficar com as terras desbravadas. Os colonos então organizavam – se para disputar a posse das terras com as companhias, conseguindo isso no ano de 1957, cercando e tomando o escritório central da companhia “CITLA”, sediada em Francisco Beltrão.
A partir de então os colonos conseguiram comprar a posso por um preço mais justo. Mais tarde, sendo titulada pela GETSOP (Grupo Executivo para As Terras do Sudoeste do Paraná).
Em meados de 1960/70, o Dr. Kasuo Ishimine foi o pioneiro na saúde dos moradores de Nova Prata do Iguaçu, cavalgando de casa em casa para atender aos necessitados e enfermos. Seu sucessor, em 1975, foi o médico Dr. Luiz Carlos Langer, sendo que na época também se estabeleceu em Nova Prata o médico Dr. Dirceu Bernardes no hoje ext Hospital Bom Jesus.
Em 1978, varias lideranças se dirigiam –se por varias vezes, em caravana para a capital do estado, em companhia do Deputado Luiz Alberto Martins de Oliveira. Contando com apoio dos também Deputados Estaduais Deni Lineu Swartz e Túlio Zanchetti, dos Deputados Federais Euclides escalpo e Sebastião Rodrigues. A caravana era formada, entre outros, pelos vereadores Setembrino Thomazi, José Cibulski, Guerino Soranzo e Isaias “baiano” Khunen, vereadores do município de Salto do Lontra eleitos pelo Distrito de Nova Prata.
Estavam presentes também as lideranças Pe. David E. Fontana, Boaventura Faust, Guliherme Grassi, Avelino Fabrin, Jaime Faust, Anselmo Faust, Egidio Rover, Luis Carlos Langer, Edgar Zancan Scotti e Candido Rizotto.
Sendo as nossas terras muitos férteis, atraíram muitos colonos com intenções de agricultura mecanizada.
Com isso, muitos agricultores foram desfazendo – se de sua pequena propriedade, procurando as melhorias de cidades maiores, começando então o êxodo rural. Muitos desbravadores se mudaram com o passar dos anos para Rondônia, Mato Grosso, Pará, Acre e Paraguai.

Fonte http://www.npi.pr.gov.br/pg_cid_historia/

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