Anibelli Neto solicita ao Ministério da Agricultura medidas para minimizar perdas ocorridas pela seca no Paraná

O Estado do Paraná vem enfrentando um longo período de seca, algumas regiões passaram aproximadamente 40 dias sem chuvas, fato que resultou aos produtores rurais grandes danos de produtividade. Diante desse cenário, o deputado estadual Anibelli Neto (MDB), e mais onze deputados, enviaram à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, um documento solicitando medidas que possam aliviar as dificuldades e perdas do agricultor.

“Os produtores rurais já perderam muito, principalmente no que se refere à cultura de soja e milho e, na área da Agricultura Familiar, principalmente no setor leiteiro, de produção de grãos, fruticultura, hortaliças e proteína animal”, comentou Anibelli Neto, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa.

Ao solicitar ajuda aos agricultores paranaenses, os parlamentares acreditam que neste momento todas as esferas do Poder Público precisam tomar medidas para diminuir as perdas, considerando se tratar de uma categoria que sempre trabalhou duro para movimentar a economia do nosso País, assumindo riscos e investindo forte na produção agrícola.

“Ressaltamos que tais apontamentos são um apanhado de solicitações trazidas por agricultores paranaenses e de nossas Cooperativas, importantes instituições, que tem a vivência e o conhecimento das necessidades reais e das demandas do dia a dia do produtor rural”, justifica o documento.

Números

Segundo dados do Departamento de Economia Rural (DERAL) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), a cultura de soja já registra uma perda de 37%, sendo que a projeção inicial de 21 milhões de toneladas caiu para 13 milhões. Caso tal previsão se concretize, o prejuízo financeiro deve passar de 21 bilhões de reais.

Para a safra do milho verão, a previsão de perda é de 34%, com redução de 4,2 milhões de toneladas para 2,7 milhões, com uma previsão de perda de 2 bilhões de reais.

Ainda, no que se refere ao feijão de primeira safra, a estimativa de colheita é de 107,6 mil toneladas, contra 275,795 projetadas inicialmente. Trata-se de uma perda de cerca de 492 milhões de reais.

Confira as medidas solicitadas:

• Ajuste no SICOR para permitir a alteração da data definida para colheita de safras financiadas, possibilitando a contratação de custeio para a safra seguinte;

• Que sejam mantidos os recursos destinados às operações de crédito rural na safra 2022-2023, como garantia que o agronegócio continue contribuindo para o desenvolvimento do País;

• Criação do Bolsa Estiagem Emergencial, por no mínimo seis meses, como garantia de renda para famílias de agricultores familiares;

• Disponibilidade de crédito emergencial para custeio, investimento e capital de giro, a juro zero, para os agricultores familiares;

• Aumento da Tarifa Externa Comum para 25% em relação a importação de leite e derivados e aquisição de leite pelo Governo Federal via PAA< formação de estoque e compras institucionais;

• Disponibilização de milho para agricultores familiares, para garantir a alimentação de seus animais, com subsídio de 40% do valor estabelecido pela CONAB;

• Repactuação das dívidas com juro zero, dois anos de carência e prazo de 8 anos para agricultores familiares;

• Manutenção do PROAGRO como política pública e garantia de recursos orçamentários para sua efetividade;

• Continuidade do Seguro Renda e PGPAF como política pública e com recursos públicos;

• Instituição de um programa de construção de cisternas para atender famílias que praticam agricultura familiar e de um programa de compensação ambiental aos agricultores que efetuarem proteção e preservação de fontes, nascentes e rios.

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